Conforme o documento, o caso com maior número de trabalhadores envolve um empregador com alojamentos no município de Gastão Vidigal, onde 29 pessoas foram avistadas em situação irregular durante ação fiscal. O processo foi concluído no mês de novembro de 2025.
O empregador, que tinha sede em Nova Castilho (SP) e atuava no cultivo de cana-de-açúcar, fica com cadastro baixado na Receita Federal, o que significa que encerrou as atividades.
Alojamentos
Em Gastão Vidigal, uma empresa de transportes, com sede em Buritama, foi incluída na lista depois de fiscalização que reconheceu cinco trabalhadores em condição análoga à escravidão em alojamentos. O processo foi concluído no mês de outubro de 2025.
Outro registro na área envolve um empregador individual, com ocorrência em estabelecimentos localizados na zona rural das cidades de Américo de Campos e Magda. Neste caso, três trabalhadores foram reconhecidos. Os processos foram concluídos no mês de outubro de 2025.
Aumento de casos
A mais nova atualização do cadastro de empregadores foi divulgada no dia 6 de abril através do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro, o que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualização. Desse total, 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 são empresas (pessoas jurídicas).
Nesta nova atualização, as atividades econômicas com o maior número de empregadores inclusos na lista foram:
Serviços domésticos (23);Criação de bovinos para corte (18);Cultivo de café (12);Construção de edifícios (10);Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6). DESTAQUES G1 RIO PRETO E ARAÇATUBA A chamada “lista suja” reúne empregadores que foram autuados por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão depois de processos administrativos concluídos.
É um documento público divulgado semestralmente através do Ministério do Trabalho, no mês de abril e outubro, que dá visibilidade às ações de enfrentamento ao trabalho escravo.
Empregadores entram depois de processo administrativo concluído com etapa sem possibilidade de recurso. Permanecem por dois anos e só saem se não tiverem novos casos e estiverem com a situação regularizada.
Em Araçatuba (SP), operação do MP e do Ministério do Trabalho, no mês de março de 2026, resgatou 44 trabalhadores, incluindo indígenas, em condições aná é investigado por suspeita de trabalho em condições análogas à escravidãoogas à escravidão — Foto: MPT e MTE/Propaganda
Ações recentes
O mais recente flagrante de trabalho análogo à escravidão no noroeste paulista ocorreu durante operação de fiscalização, no mês de março deste ano.
Operação resgata trabalhadores em condições análogas à escravidão na área de Araçatuba
Operação resgata trabalhadores em condições análogas à escravidão na área de Araçatuba
Fonte: G1



